domingo, 27 de janeiro de 2019

A GRANDE TRAGÉDIA DE BRUMADINHO, MINAS GERAIS

Veja antes e depois da barragem 6, que ainda corre risco de rompimento:

Imagem à esquerda mostra a barragem 6 do Córrego do Feijão antes do rompimento da barragem 1; à direita, a barragem 6 após o incidente. Moradores saíram da região por perigo de novo rompimento, desta vez da barragem 6 (Foto: Reprodução)

Segundo o delegado Wagner Pinto de Souza, chefe da Polícia Civil de MG, até o momento há 37 mortos. Desses, 16 foram identificados e 8 corpos foram entregues às famílias.
"Existe, sim, a possibilidade de encontrar pessoas com vida", disse o porta-voz dos bombeiros, tenente Aihara. Ele acrescentou que não há previsão de retomada das buscas. Segundo ele, serão evacuadas até 3 mil pessoas e ainda há trabalhos de evacuação em duas áreas.
O Tenente Aihara, do Corpo de Bombeiros, falou sobre a situação da barragem com risco de rompimento. "Continua sendo monitorada e no nível 2 de risco. Fizeram estudos de quais áreas seriam evacuadas. Fizeram outra análise considerando as áreas envolvidas. (...) Diminuiu em relação ao montante inicial. A abrangência de evacuação diminuiu".

NÚMEROS DA TRAGÉDIA

O tenente coronel Godinho, da Defesa Civil Estadual, divulgou os seguintes números:
287 pessoas sem contato
37 mortes confirmadas
192 resgatadas com vida
361 pessoas localizadas, após serem dadas como desaparecidas
A Secretaria de Estado do Governo está mapeando pontos seguros para levar as pessoas desabrigadas.
O ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, comandou uma reunião com técnicos neste domingo (27) na sede da Agência Nacional de Águas (ANA), em Brasília. O encontro tentou reunir informações mais precisas sobre quatro pontos:
Qualidade da água do rio Paraopeba;
Previsões de avanço dos rejeitos da mina que rompeu;
Estabilidade da barragem 6;
Relatório de segurança de barragens de 2017.
Canuto afirmou no início da reunião que a "questão central" é a barragem 6. Neste domingo, sirenes foram acionadas em Brumadinho em razão do risco de rompimento desta barragem. O ministro classificou a tragédia em Brumadinho como "inacreditável": "Realmente muitos desaparecidos, probabilidade de mortes aumentarem substancialmente."

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